A publicação da Resolução GECEX nº 852, em 4 de fevereiro de 2026, trouxe uma mudança drástica e imediata para quem opera com Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT).
O que se desenha é um cenário de elevação automática da carga tributária, afetando operações que já estão em curso e reduzindo drasticamente a margem de manobra dos importadores.
O ponto de maior impacto desta resolução é o realinhamento das faixas de tributação. Na prática, a norma promove um "salto" nas alíquotas do Imposto de Importação, conforme os exemplos abaixo:
Esse aumento quase instantâneo desestrutura planejamentos tributários que foram desenhados sobre as bases tarifárias anteriores, tornando o custo de aquisição significativamente mais alto.
Um dos aspectos mais críticos da medida é a sua vigência. Com a entrada em vigor já a partir de 6 de fevereiro de 2026 para diversas NCMs, o mercado enfrenta desafios logísticos imediatos:
Embora o governo fundamente a medida na necessidade de proteger a indústria nacional e corrigir desequilíbrios comerciais, o importador é o elo mais exposto a curto prazo.
A velocidade da implementação deixa pouco espaço para ajustes de estoque ou renegociações de preços de venda.
Diante deste novo patamar tributário, a gestão estratégica torna-se a única saída para manter a competitividade. O uso do mecanismo de Ex-tarifário ganha relevância máxima.
Para bens que não possuem similar nacional comprovado, buscar a concessão ou a manutenção deste regime especial é fundamental para tentar retornar à alíquota zero e mitigar o impacto da Resolução 852.
É o momento de uma revisão minuciosa no catálogo de produtos e nos códigos NCM utilizados, garantindo que nenhum benefício disponível seja desperdiçado em meio a este novo cenário de alta carga tributária.
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